5 de abr de 2012

E DEUS DISSE QUE ERA BOM...

É próprio do ser humano exagerar. Com Deus, o exagero não existe. Ele é o Deus da justa medida. Assim, quando vemos um espetáculo que realmente nos comove, aplaudimos estrepitosamente e enchemos os autores e atores dos mais rebuscados adjetivos: __Magnífico! Estupendo! Incrível! Hiper fantástico!
Quando não gostamos de alguma obra, cidade ou construção ou, ainda, um grupo de pessoas, damos um jeito de diminuir seu valor com alguma frase cruel: __Legalzinho..., Passável..., Mais ou menos..., Podia ser melhor...
Temos essa incrível tendência de exagerar para o positivo e para o negativo. Raramente conseguimos dar aos acontecimentos a devida dimensão, porque nos deixamos levar por nossas simpatias e antipatias ao adjetivar aqueles acontecimentos ou aquelas pessoas. Somos preconceituosos até quando elogiamos...
Deus é diferente. Diz o livro sagrado que depois de haver criado este incrível, estupendo, magnífico e incomensurável universo, disse apenas uma palavra para classificar o que fizera: __Bom!
Ele fez até onde sabemos... Centilhões de corpos siderais, com distâncias inimagináveis, dimensões com tantos zeros que nem caberiam nos papéis do planeta. Fez esta misteriosa dança do universo que atordoa cientistas e máquinas de calcular e... Diz o escritor sagrado que Deus apenas disse: __Bom!
Nós vamos a Brasília e vemos um edifício de Niemayer, olhamos um dique russo, uma represa do tipo Itaipu, um Maracanã e dizemos que é fantástico. O homem precisa dar uns tapinhas nas próprias costas para se sentir criador. Faz-lhe bem julgar a criação dos outros e dar notas altas e baixas, porque, no fundo o pecado original de querer ser como Deus ainda o persegue a cada passo da jornada.
Alguns ateus ou pseudo-cientistas são capazes de desprezar toda a sinfonia ou mistério do universo como futurível, por isso não necessariamente miraculosos e ao mesmo tempo considerar um milagre a descoberta de uma vacina pelo doutor J. J. J. R. Fica mais importante o que o homem fez do que o que Deus não fez.
Nem as Igrejas estão isentas. É comum as igrejas se auto elogiarem e desmoralizarem as outras. Só elas sabem. Só elas produzem os santos e os honestos.
Isso talvez explique nossas brigas com Deus. No fundo, esperamos que Ele exagere. Como Deus é perfeito, aquele que é e vê as coisas como elas são, ficamos irados com sua falta de soluções mágicas para nossos problemas superlativos.
Mas Deus permanece Deus. Ele não sabe amar mais ou menos e também não sabe adjetivar mais ou menos. Iahweh, aquele que é quem é não sabe adjetivar mais nem menos. Deus não precisa da palavra ótimo. Nós aqui, debaixo de nossa infinita pequenez teimamos em agir como a formiga diante do elefante. Para a formiga o elefante é uma montanha... Para nós é apenas um animal grande. Questão de perspectiva...
Nosso relacionamento com Deus só fará sentido se descobrirmos a perspectiva justa.
MORAL DA HISTÓRIA: __FAÇAMOS O QUE DEUS ACHA QUE É BOM E ESTAREMOS FAZENDO ALGO EXTRAORDINARIAMENTE SUPER ÓTIMO...

Pe. Zezinho scj