8 de mar. de 2012

MADRES, FREIRAS E IRMÃS DO POVO

Por muitos séculos as mulheres católicas fizeram votos, tornaram-se religiosas e renunciaram à família, aos carinhos do casamento e a filhos para ajudar suas companheiras mulheres a terem filhos; ajudaram as crianças a nascer e a crescer; ajudaram a educar os filhos das outras mulheres e foram cuidar dos velhinhos e ensinar os enfermos a enfrentarem a doença. Aos que morriam ensinaram a morrer. Ainda fazem isso.
Houve um tempo em que a maioria que se dedicava a ajudar a nascer, viver, educar e morrer eram as religiosas católicas, chamadas freiras, irmãs do povo, irmãs de caridade. O mundo aprendeu com elas e, em algumas circunstancias se aperfeiçoou, em outras não conseguiu reproduzir a sua caridade e a sua dedicação. Faziam isso sem ganhar nem mesmo meio salário. Era amor gratuito!
O fato é que as irmãs do povo, as madres, as religiosas deixaram sua marca na história. Hoje, quando uma jovem ainda tem o desejo de cuidar de pobres, de crianças de creches, asilos, hospitais, orfanatos, escolas ou se dedicar à pastoral do povo de rua; ou quando a moça quer se tornar contemplativa ou ainda quer ir para as missões e viver no meio dos pobres há quem estranhe e pede que desistam de ser assim tão boas...
Desperdiçar-se? Tornar-se irmã de caridade, sem ter filhos? Sem ter um homem ao lado? Cuidar de outras mulheres sem ser paga por isso? Ser mãe jovem de quem não teve mãe? Moças bonitas e inteligentes que poderiam perfeitamente ter arranjado um casamento no mundo? Vai contra a lógica!
Louvo a Deus que põe esse sonho de gratuidade plantado em corações femininos benevolentes. Foi o seu bem querer que educou milhares, senão milhões de pessoas. É justo que o povo a chame de madres, ou de irmãs, porque é isso que elas são. Feliz a Igreja que as teve em abundância e continua a tê-las, hoje em menor número, mas não com menos dedicação e capacidade. Madres e freiras! Amar desse jeito só pode ser coisa do céu.

Pe Zezinho scj